Foi um jogo estranho. Brasília começou arrasador, abriu 19-6 e parecia que veríamos um atropelo na final do NBB2. Mas o Flamengo se recuperou, liderou boa parte da partida e começou o último período na frente. Nos dez minutos finais, porém, Guilherme Giovannoni (oito pontos), Valtinho (cesta decisiva) e Alex (lances-livres que definiram a peleja) levaram os candangos ao título nacional após dois vice-campeonatos por 76-74. Desta vez não deu para os rubro-negros, que viram um Marcelinho pouco inspirado (3/10 dos três pontos e apenas um ponto no período derradeiro da final.
Agora, vamos lá: o jogo foi de uma pobreza técnica absurda - a tal ponto que Nezinho, um artista do "cai-cai", conseguiu perder uma bola faltando 30 segundos. O site da LNB contou 26 erros (no meu cálculo, 32) e colossais 56 tiros de três pontos (mesma quantidade de dois pontos). Não entendi, também, como Brasília se enrolou tanto contra a defesa por zona do Flamengo. Perdidos, os candangos demoraram muito a encontrar uma brecha para infiltrar e, aí sim, arremessar de maneira equilibrada. Ok, pode-se alegar que jogo decisivo é assim mesmo, mas é bom que sirva de alerta.De todo modo, o título é merecido para a equipe que mais investiu no NBB2. Brasília trouxe Nezinho e Giovannoni, manteve Valtinho, Cipriano, Estevam e Alex (o meu MVP dos playoffs), e acaba por premiar o talento individual dos jogadores que foram comandados pela direção paciente de Lula Ferreira (parabéns a eles todos). Fica, também, a congratulação ao Flamengo, que fez uma final digna e por pouco não levou o caneco.